domingo, 31 de julho de 2011

Ángel

Me dejo a su entera disposición.
Yo te protegeré de todo mal.
Voy a seguir sus pasos y si nescessário,
Voy camiñare em tu frente, a su protección.

Tú eres mi sueño inimaginable,
Eres una mortal, que me destruye.
Yo me opuse a los cielos para estar con usted
Y per usted, yo fue contra los ángelos y los demonios.

Me vino a la tierra, he perdido mis alas,
Ahora encaro a todos a su lado.
Per usted, yo enfrentare al mundo y todo lo demás,
Pero estar con usted, satisfas todos mis deseos, mis sueños y dolores.

Yo sólo pido que encanta me, nada más.
Siempre voy a ser su protector, su amante,
Su Ángel de la Guarda.

Insônia

Abro os olhos, mas nada enxergo.

Mais uma noite sem dormir. Com essa, completo duas semanas.
Acendo a luz do abajur e o relógio no criado-mudo me diz que ainda são 3 da manhã.

Sinto-me um lixo. É madrugada de sexta-feira, hoje completa dois meses que foste internada, dois meses de sofrimento... dois meses de solidão.

Tomo uma ducha morna e encaro o espelho embaçado, limpo-o com as mãos. Um homem de rosto pálido e com feições doentias me olha tristemente. Seus olhos fundos e cansados estão acomodados em grandes olheiras, sua pele pálida pelo cansaço e pela falta de sol lhe dá uma aparência quase que espectral.

‘Céus! Até que ponto alguém pode aguentar?’

            Não quero conhecer meu limite, nem chegar ao extremo. No armário da pia encontro a maleta de remédios que a tempos estava esquecida. Abro-a e minha mente, que a muito encontra-se distorcida, tem um momento sombrio.

Afogo-me em um coquetel de soníferos, calmantes e tranquilizantes. Sinto seu efeito tirar os meus sentidos, mas dessa vez, sinto algo a mais, um desconforto, um incômodo... Fecho os olhos, e não enxergo mais nada.


         Uma tristeza, um pensamento sombrio e um homem entorpecido, caído no chão de seu banheiro.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Pequena Amy

            ‘Onde está Amy?’

O silêncio nada me diz.

            ‘Onde está Amy?’ – eu grito.

Apenas soluços e choros abafados.

            O mundo ficou mais triste e mais cinza. Nossa pequena Amy saiu para passear, sonhou em ser mulher, brincou de ser cantora.
            Seu sonho tornou-se realidade e sua brincadeira virou a sua vida.
           
            ‘Nossa Amy cresceu... e agora descansa.’

            Nossa Amy cresceu e ainda queria brincar e sonhar, mas suas brincadeiras lhe davam sonhos torpes. Suas brincadeiras e seus doces a fizeram dormir e sonhar um sonho permanente.

            ‘Nossa Amy não vai voltar, mas continuará para sempre em nós.”

domingo, 24 de julho de 2011

Relato

Como prometido dou-me.

Dou-me ao bem a ao que é bom.
Entrego-me a amizade e a união.

Como foi dito por mim,
Darei o meu melhor, e
Se for preciso, ainda mais.

O que dizer? Nada.

Apenas relato minha condição.
Caso este não seja eu, desculpe-me.
Caso minta, mil perdões.

Sou um ser em ascensão.
Não garanto meus sentimentos.
Apenas serei firme em meu caminho.

sábado, 23 de julho de 2011

País das Maravilhas

Eu quero descer na toca do coelho,
Quero brincar no muro.
Quero lutar contra cartas
E Brigar com a Rainha Vermelha.

Quero fazer parte da Magia.
Lutar com espadas
E me apaixonar pela Rainha Branca.

Quero ir ao País das Maravilhas.
Lá, quero me perder,
Esquecer do mundo
E nunca mais voltar.

(Obrigado Alice!)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Frente a Medusa

Queria silêncio, mas o mundo fazia-se controverso ao meu desejo.
            Retirei-me ao refúgio de sempre. Como esperava, a biblioteca estava lotada de silencio, a salvo sob o folhear de livros que a algum tempo me agradava tanto, mas que agora era uma tortura a meus sentidos.
            Sentei-me ao fundo, no canto mais escuro, longe dos poucos ali presentes. Minha alma rogava por descanso, afinal nada mais me anestesiava.
            Por mais que tentasse evitar, meus pensamentos repousavam sobre o fato de ainda sofrer, de que minha Amélia ainda sentia dores.
            Seu estado se agravou repentinamente, e agora suas dores eram constantes de um modo que as doses de seus remédios tiveram que ser triplicados.
            Tentei me distrair, mas os poemas, crônicas, lendas e contos de fadas que me cercavam não tinham poder suficiente para tal feito. Tentei então vagar, simplesmente deixar meus pensamentos se cansarem de ir e vir em minha cabeça, mas algo chamou minha atenção.
            Ela entrou silenciosamente, por traz de seus óculos escuros me fitou, ajeitou a franja de seus cabelos negros e foi ao balcão.
            Por mais que tentasse, minha atenção e meus pensamentos estavam sobre ela. Seus lábios vermelhos contrastavam com sua pele pálida e seus grandes óculos escuros, ao mesmo tempo em que combinava com seus longos cabelos lisos e negros, escondia um mistério impiedoso.
            Para alívio de meus pensamentos e desespero de meu ser, a bela jovem escolheu, dentre tantos lugares, a mesa a minha frente.
            Não pude disfarçar meu olhar, o que fez seus lábios se contraírem em um sorriso tentador.
            A bibliotecária aparece para recolher alguns exemplares da mesa ao lado, e aproveita para me lançar um olhar de desaprovação.
            A bela jovem sentada a minha frente eleva as suas mãos e, ao retirar seus óculos, revela, graciosamente, seus olhos misteriosos.
            Acabo me afogando no mar azul-esverdeado. Senti como se fosse petrificado por ter olhado nos lindos olhos de Medusa.
            Pressinto o perigo, mas estou paralisado. Apenas observo enquanto ela se levanta de sua cadeira e se aproxima.
Com um esforço estonteante, consigo me virar de modo a ficar frente á ela.
Sua beleza era incomparável, seus olhos me seguravam enquanto era envolvido por seu aroma adocicado de veneno, me deixando imobilizado.
Seu rosto se aproximou do meu. Senti sua respiração leve e calma, enquanto seus lábios me deram um beijo mortal.
A bela Medusa arrumou seus óculos, escondendo seus terríveis olhos embriagantes e, com os mesmos lábios que me envenenou, soltou um sorriso de vitória. Ela virou-se e foi,levando consigo meus pensamentos, minhas preocupações e meu ser.

Desgosto

E tudo perdeu sua cor.
Agora o mundo mostra-se sombrio em sua forma acinzentada.
As pessoas perderam seu brilho,
A música a sua melodia e a vida a sua graça.

Tudo é triste, vazio e sombrio demais.
Todas as formas humanas são iguais,
Movidas em sua ganância, agindo de forma mecânica,
Vivendo em sua ignorância e sem sentimentos.

A espécie humana está condenada.
E por saber disso, condena o mundo em que vive.

domingo, 17 de julho de 2011

A Noite

Todos os dias aguardo pela noite.
E todas as noites, espero por ti,
Espero ver-te em seu esplendor.

Quero receber teu brilho,
Quero ser contagiado por vós.
Quero ser teu.

Ás vezes, é noite chuvosa
E as lágrimas que descem
Afastam-me de ti.

E não tenho seu brilho,
Seu esplendor.
Não tenho você.

Por mais limpa que seja a noite,
Por mais grandiosa que a lua esteja,
Estou longe de ti.

Você é minha Lua,
Meu sonho impossível
Que se realiza no breu noturno.

Mas sei que não me pertences.
Sei que a noite aparece a todos.
Mesmo assim faço-te um pedido:

            Sejas minha Lua.
            Traga-me a Luz na escuridão.
            ... Brilhe pra mim.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Minha Doce Amélia

Sua pele que sempre foi dourada de sol está pálida como a neve. Vossos lábios que sempre foram vivos e sorridentes, agora repousam quietos e lívidos entre os gemidos de seu sofrimento. E vossos olhos? Já não são mais os mesmos. Vós que sempre tiveste brilhos nos olhos, os tem opacos, quase sem vida.
Sua face que sempre foi bela e amorosa está com um triste feitio. Vossa doença lhe castigou minha doce Amélia.
Recordo-me quando, ainda em casa, a morfina e o chocolate nos ajudavam a esquecer o pior, mesmo que por pouco tempo.
Mas o tempo foi impiedoso conosco. Nossas brincadeiras e nossas viagens foram substituídas por remédios e idas ao hospital. Nossos passeios semanais ao parque foram substituídos por internações e sessões de quimioterapia.

-Agora, aqui com você neste hospital percebo o quanto somos felizes.

“Mas você perdeu sua vida ao meu lado. E Agora fica somente comigo neste hospital, deves me odiar por ter adoecido.” – Disse-me em um sussurro.

-Não se esforce querida e nem se preocupe. Nenhum hospital, doença ou tristeza irá me fazer te abandonar ou esquecer tudo o que vivemos. E eu te amo, como poderia te odiar? Eu sempre estarei ao seu lado, em todos os momentos, ‘na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença’...

“‘...ou até que a morte nos separe.’” –Completa Amélia com um sorriso amargo.

-Não diga isso querida, seu estado está estável, só um pouco mais de repouso e logo voltará para nossa casa. –Seguro sua mão com delicadeza.

A enfermeira entra com a bandeja de medicamentos, me dá um sorriso terno e vai ao balcão para efetuar seus afazeres.

“Acho que vou voltar a dormir. Ela não gosta de me ver acordada.” –Diz com um leve sorriso indicando a enfermeira.

-Ela apenas quer que você descanse e se recupere. Deves estar cansada de ficar aqui.

“Sim, acho que preciso de um descanso.”

Os remédios intravenosos fazem seu efeito. E minha Amélia cai em um sono entorpecido. Sua enfermeira sai do leito com sua bandeja, e eu derramo minhas lágrimas sentado na poltrona.
Minha doce Amélia; sempre foste meu porto seguro, mas agora eu preciso ser o teu.
Preciso ser forte e te dar esperanças, mesmo que para isso tenha que lhe esconder que sua doença se agravou e que as expectativas de melhoras são remotas.
Minhas lágrimas pesam.
Um doce sorriso se forma em sua face, causado por um torpe sonho. Ele me dá forças para aguentar minhas lágrimas.
Sou obrigado a deixar minha doce Amélia. Ironicamente, a vida continua sem nenhum respeito a sua dor ou sofrimento.

-O mundo é tão cruel quanto sua doença. –Digo dando-lhe um beijo em despedida.

domingo, 10 de julho de 2011

Sonho

É triste ser traído.
Mas pior é saber disso antes de tudo.
            Se você soubesse... mas como poderia?
Minha mente se perde em pensamentos,
E nenhum deles é bom.

            Se pudesse... arrancaria meus olhos para não ver.
            Se pudesse... ficaria surdo para não saber.

Mas não posso.
Não posso, pois quero lhe ver,
Pois sinto sua falta.

Não posso te culpar, afinal nem aconteceu,
            ... Foi apenas um sonho.

Mesmo assim estou triste...
Mesmo assim te amo.
E ainda assim estou só.
Somente eu com você em meu coração.

Afinal,
Quem garante que todo este amor não é um sonho?

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Chocolate & Morfina


Entrei em casa, ela já me aguardava.
Assim como todas as noites, era hora de nosso ritual particular. Sua doença lhe troxe o tratamento, e o tratamento custavam-lhe lágrimas.

Por mais que a morfina fizesse efeito, suas lágrimas desciam. Eu apenas via-as correr em sua face. Tinha que ser forte.
Mais uma noite de lágrimas...
Mais uma dose de morfina...
Mais uma barra de chocolate.
Não que seja insensível com sua dor, mas me anestesio com chocolate.
Suas lágrimas... sua morfina.
Minha dor... meu chocolate.

Ultimamente consumo mais chocolates para te ver melhor.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Mes Pensés

Et m'a dit: ma vie est triste.

Inévitable de penser de la façon dont elle a été mauvaise.
J'ai erré dans ma folle esprit, et de laisser le silence parle pour moi.
Elle a quitté, et trouve encore sa triste vie.
... triste de rater une personne.