Um campo verde... numa tarde de sol.
Uma castanheira na pradaria, solitária assim como o sentimento que me persegue.
Eu a olho, distante, impune em seu magestoso reinado sobre o verde que se estende.
O céu, azul com densas nuvens aveludadas... brancas como neve se estende como um manto, embelezando a paisagem. Ao final da cerca, uma estrada de chão. Nela, uma nuvem de poeira se forma a medida que alguém dirige seu carro.
A poeira toma conta da estrada e, quando abaixa, o veiculo está parado com seu dono do lado de fora.
Ele vem tranquilamente, salta a cerca de modo sutil e vem vagarosamente até a castanheira. Senta ao meu lado, encostado no tronco.
Eu o olho, ele sorri e fecha os olhos. Depois de um suspiro, puxa seu chapeu cobrindo o rosto e parece querer adormecer.
Eu sorrio, e o compreendo plenamente.
Estamos em uma parte do paraíso.
domingo, 15 de janeiro de 2012
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Poucas palavras
E depois de abrir seu ser completamente, após todas as suas lágrimas serem derramadas e ele se fazer nú em sentimentos e intenções, com toda a sua sinceridade, seu sonho aconteceu.
Não que aquele fosse realmente seu sonho, mas sim o primeiro passo de muitos que ele ainda teria que dar até ele. Mesmo assim o mundo se abriu a ele, a vida voltou a ter cores e, mesmo sem lágrimas, ele chorou... de emoção e de alegria.
"Eu lutarei por você."
Foram estas palavras, nesta pequena frase, que o fez ver o céu azul novamente.
Seu sonho ainda jazia distante, mas estas palavras foi tudo para aquele a quem nada restava.
Não que aquele fosse realmente seu sonho, mas sim o primeiro passo de muitos que ele ainda teria que dar até ele. Mesmo assim o mundo se abriu a ele, a vida voltou a ter cores e, mesmo sem lágrimas, ele chorou... de emoção e de alegria.
"Eu lutarei por você."
Foram estas palavras, nesta pequena frase, que o fez ver o céu azul novamente.
Seu sonho ainda jazia distante, mas estas palavras foi tudo para aquele a quem nada restava.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Salvamento
Água.
Para todos os lados, acima e abaixo dele, água.
Batia seus braços em vão tentando subir, mas seu corpo apenas descia naquela escuridão de água salgada.
Seus pulmões ardiam e ele já não conseguia mais prender a respiração.
Água.
Foi tudo o que encontrou ao tentar respirar.
Dor e uma vertigem desigual foi tudo o que ele sentiu até seus olhos fecharem definitivamente.
E então mais nada ele pode sentir, nem mesmo quando seu corpo tocou as pedras no fundo.
Luz.
Era tudo o que seus olhos capitavam ao abri-los.
Dor e luz. Seu peito arfava ainda e ele se sentia fraco.
Seus ouvidos escutavam o som da tempestade que estava lá fora, e mais perto alguém num telefone.
"Ele acordou. Tchau."
"Meu amor, está tudo bem?" - Para seu conforto era a sua namorada, e vê-la lhe fez sorrir.
Ela lhe deu um leve beijo e o calor de seus lábios lhe deram forças para que pudesse sentar.
'O que houve? Apenas recordo de estar ao mar, uma dor... e então acordar aqui. O que houve?'
"Você foi me salvar."
"Eu tinha caído do barco e você foi me salvar, já que eu não sabia nadar. A tempestade se aproximava, mas quando pulou, uma corda o prendeu." -As lembranças começaram a voltar... fazer sentido.
'Mas quem me salvou então?' -Ela sorriu, foi até a janela e voltou.
Passou a mão em seus cabelos, e com uma doce voz disse "Eu.".
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