quarta-feira, 23 de novembro de 2011

    E estamos juntos,abraçados... O encontro que sempre quisemos, acontecendo. Eu olho pra você e seu sorriso me contagia, me fazendo sorrir tambem. Você me abraça um pouco mais e me dá um beijo carinhoso na cabeça enquanto estamos sentados vendo o pôr do sol.
    Tudo perfeito, mas algo me incomoda... algo está errado.

    E então escuto o despertador... então levanto da cama... então era tudo um sonho.
    Mais um dia estou distante de você, mais uma vez o dia se inicia. Mais uma vez queria viver aquele sonho.

Raiva

    A adrenalina o dominava, mas com esforço ele conseguiu ver o que estava acontecendo. Seus olhos viam, mas sua mente era incapaz de processar aquela imagem.
    O lugar que antes era a sala de sua casa, agora estava em um estado lastimável. Móveis quebrados por todo o comodo, os estofados rasgados, espuma e cacos de vidro por todo o chão. O lugar estava em ruínas.
    Enquanto a adrenalina diminuía ele andava pelo comodo, afim de recordar de algo... de ver sentido naquela cena de destruição. Porém ao chegar em seu quarto, sentiu seu corpo gelar. Na cama estava sua esposa, deitada de um modo estranho e anormal.
    O desespero se faz presente e, querendo provar o que sua mente dizia estava errado, ele vai até ela e com receio, a vira. Seu coração parece parar. Lágrimas incontroláveis saem por seus olhos, enquanto os mesmos veem sua esposa morta com uma faca cravada em sua barriga. Ele se deixa cair no chão.

    'O que eu fiz?... Meu Deus. O que eu fiz?'

    Lapsos de uma discussão vem a sua mente.
    Sua esposa estava aos gritos e a raiva o estava tomando. Ambos quebravam as coisas, tentavam acertar um ao outro em uma briga como jamais tiveram. E no fim, a raiva o tomou, fazendo-o pegar a faca e, em um golpe bruto, atingir sua esposa.
    Ela o olhou nos olhos
    - Eu apenas te amo. Sempre te amei.
    'Mentirosa!' - Ele berrou ao acertar ela com um tapa no rosto.

    Ela saiu cambaleando para o quarto, e ele, tomado pela raiva, quebrava o que via pela frente.
    E agora que a raiva tinha passado, ele via o que tinha feito, mas é tarde demais e só resta uma única coisa a fazer.
    Secando as lágrimas do rosto, ele tirou a faca de sua esposa e em um movimento rápido, acerta seu próprio peito. A dor o toma nos braços, seus sentidos se confundem. Algo quente escorre pelo seu corpo, ele cai e seus olhos se fecham para nunca mais.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Como se a brisa da manhã fosse sua amada,
Ele a deixou tocar seu rosto, e seu corpo.
Sua pele sensível reagiu,
Com um arrepio que lhe varreu por inteiro.


Ele respirou fundo antes de esfregar as mãos nos braços.
E virando nos calcanhares entrou sala a dentro,
para fazer sua refeição matinal.