(Bruno Brechane)
Ser azul não é apenas ser calmo...
É sofrer também.
Como o mais formal dos reis sofre por não expressar suas emoções.
Como a rainha, é prisioneira de sua moralidade.
Um sentimento que os olhos não podem demonstrar.
Mas que o coração conhece bem.
Ele é uma parte de mim
Assim como a harmonia faz parte de um ser azul.
A harmonia de um ser que sente, que sabe que sente,
Mas que não se deixa ser.
Um ser azul... Não erra!
Mas também não se deixa errar.
Pois é um tanto científico...
Cheio de frases bonitas em seu vocabulário.
Mas sem ninguém em seu coração.
Busca inspiração em seus pontos fortes
Como em sua armadura de aço.
Que exibe sua beleza,
Sua resistência,
Sua maleabilidade diante das situações.
Mas mesmo assim...
Ele sabe que
Esconde o azul de sua frieza,
De sua dor,
E de sua tristeza.
É a armadura que protege...
E que ao mesmo tempo não permite as feridas de serem curadas.
Resta a ele chorar...
Mas escondido!
Para ninguém olhar.
Pois um coração vazio
É letal...
É um percurso de um longo rio
Que já não parece mais ter final.
Mais um belo texto de meu irmão Bruno Brechane.
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