Era manhã de domingo, ela caminhava na parte mais isolada da praia, assim como todas as outras vezes que queria esquecer do mundo.
Ela viu o sol nascer, brotando do mar, no horizonte. Viu as fragatas voando sobre um barco pesqueiro enquanto este voltava para a praia. E ela pensou em sua vida, no que já tinha feito e deixado de fazer. Pensou em todas as brigas e discussões que tinha tido, em seus amigos, na sua família e, embora sua vida fosse boa, ela ainda achava que faltava algo essencial.
Depois de tanto andar, resolveu sentar sob a sombra de duas palmeiras que crescia na areia da encosta. Seus olhos ficaram pesados, e a tristeza de seus pensamentos fizeram lágrimas rolarem pelas suas bochechas, molhando a fina areia que estava entre seus pés.
Ela quis se livrar também das lágrimas, e decidiu que não choraria mais por causa da vida, nem mesmo por um motivo qualquer. Assim, limpou de forma abrupta as lágrimas, dando forças a si mesma pra enfrentar e manter sua nova decisão.
Com esta mesma força ela se levantou decidida a seguir sua vida, mas algo tirou a sua concentração, algo refletia a luz do sol em seus olhos. Ela deu alguns passos para o lado e procurou o que era. No mar, a alguns passos da areia, havia uma garrafa de vidro, ela vai até lá.
Era uma garrafa transparente rolhada, e dentro dela estava um papel enrolado. Curiosa, ela desrolhou a garrafa e tirou o papel, o abriu, e começou a ler o texto.
Seus olhos marejavam a medida que seguia as palavras escritas à caneta e, quando chegou ao final da leitura, ela enrolou o papel e o guardou novamente na garrafa, rolhando-a em seguida.
Ela sentou novamente debaixo das palmeiras e refletiu sobre o texto da garrafa.
'Acho que agora eu encontrei o sentido que tanto procurava. A vida sempre segue, e há outra pessoa precisando desta carta, assim como eu.'
Ela entrou no mar até a cintura e, com toda a sua força, arremessou a garrafa ao mar. Olhou-a por um tempo, até ter certeza de que o mar a estava levando novamente, e então voltou a praia. Dando uma ultima olhada ao mar tentando ver a garrafa, ela dirigiu em direção a sua casa, mas dessa vez mais decidida a viver, pois ela sabia que agora tudo iria mudar e que sua vida nunca mais seria a mesma.
Uma ideia que tive ao ler esta postagem do Chéri:
ResponderExcluirhttp://essenceofcheri.blogspot.com/2011/12/epifanias-engarrafadas.html
esse ae achei lindo me tocou profundamente
ResponderExcluirtm semelhança comigo
so queria saber que estaria escrito nesse
bilhete s2