Veículos, paisagens e pessoas. Todos com seus propósitos, pensamentos e destino traçado.
É tudo o que se percebe do lado de dentro de um ônibus.
Sentado, vejo e escuto todos a minha volta. Suas conversas vão de trabalho a lazer, de gastronomia a desavenças familiares. É sempre assim.
Mas eis que alguém entra e atrai minha atenção. Meus olhos são atraídos para aquele rosto em específico por um motivo desconhecido até então. Nossos olhares se encontrar e tudo parece ficar mais lento. Ambos sucumbem a timidez e disfarçamos, mas é impossível conter aquele sorriso bobo.
Nos dez minutos q se seguem de viagem, o fluxo de pessoas impede que possamos nos ver novamente. Me levanto pois meu destino se aproxima. Ao chegar na porta de saída, como de costume olhei para trás e, novamente, nossos olhares se encontraram e se mantiveram pelo tempo que a nossa timidez deixou.
O ônibus para e a porta se abre. Eu desço enquanto o ônibus parte com todos os outros os outros. Embora somente eu tenha decido, aquela troca de olhares me acompanhou o dia inteiro.
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